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Bem Vindo(a)

Oct 31, 2006

As Estradas (Lula C皾tes) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Vacas Roxas (Phetus) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Boi Ruache (Marco Polo) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Marginal (Marco Polo) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Dois Navegantes (Almir de Oliveira) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
O Pirata (Marco Polo) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Dos Inimigos (Lula C皾tes) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Anjos de Bronze (Phetus) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Fora da Paisagem (Almir de Oliveira) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Dia-a-Dia(Marco Polo) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 
Janeiro em Caruaru-Noturno Nコ Zero-Mina do Mar (Marco Polo) 2004 - Projeto Antologia 70 V.A. - A Turma do Beco do Barato 

Alceu canta Ave Sangria acompanhado por Paulo Rafael em uma rádio curitibana.
Dois Navegantes  Alceu Valen蓷 

MusicNov 2, '06 8:33 PM
for everyone
CASAMENTO DA RAPOSA vivo! alceu valen蓷 
DESCIDA DA LADEIRA vivo! alceu valen蓷 
EDIPIANA Nコ 1 vivo! alceu valen蓷 
VOCハ PENSA vivo! alceu valen蓷 
PUNHA DE PRATA / O MEDO vivo! alceu valen蓷 
PONTOS CARDEAIS vivo! alceu valen蓷 
PAPAGAIO DO FUTURO vivo! alceu valen蓷 
SOL E CHUVA vivo! alceu valen蓷 

MusicNov 2, '06 6:57 PM
for everyone
vou danado pra catende molhado de suor alceu valen蓷 
borboleta molhado de suor alceu valen蓷 
punhal de prata molhado de suor alceu valen蓷 
dia branco molhado de suor alceu valen蓷 
cabelos longos molhado de suor alceu valen蓷 
molhado de suor molhado de suor alceu valen蓷 
mensageira dos anjos molhado de suor alceu valen蓷 
papagaio do futuro molhado de suor alceu valen蓷 
dente de ocidente molhado de suor alceu valen蓷 
pedras de sal molhado de suor alceu valen蓷 

MusicNov 2, '06 6:01 PM
for everyone
Me D� Um Beijo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Virgem Virg璯ia Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Mister Mist廨io Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Novena Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Cord緌 Do Rio Preto Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Planet嫫io Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Seis Horas Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Eros緌 Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
78 Rota鋏es Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Talism� Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Ciranda De M綣 Nina Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 
Horr癉el Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo Alceu Valen蓷 & Geraldo Azevedo 

Mpb, Can鈬o Do Espantalho A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Hist鏎ia Que Se Conta A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Meu Nome � Z� Do C�o A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Pena E O Penar A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Tul緌 De Estrela A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, P� Na Estrada A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Noite De Maria A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Mutir緌 A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Festa Do Mutir緌 A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Briga De Faca A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Martelo A Bala E Fac緌 A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 
Mpb, Macau� A Noite Do Espantalho Alceu Valen蓷 & S廨gio Ricardo 

MusicNov 2, '06 4:42 PM
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A Aratanha Azul surgiu em 1973, como uma espécie de banda de colégio. Thales Silveira (contrabaixista) e João Maurício (guitarrista) estudavam juntos no Colégio de Aplicação e eram aficionados por rock’n’roll. Zaldo Rocha Filho (tecladista) conheceu a ambos, de olho nas coleções de discos deles: a de Thales, dos Beatles, e a de João, dos Rolling Stones. Daí, para se juntarem e formarem uma banda foi uma conseqüência não mais que ‘supernatural’ – só para lembrar Carlos Santana.

Todos eram muito novos na época. O mais velho, João Maurício, tinha 18 anos de idade, seguido por Zaldo, 17, e Thales, 14. A bateria, inicialmente, ficou a cargo do colega Flávio Menezes, 15. Mas não por muito tempo.
Com a saída de Flávio, e já com a proposta de levar o projeto a sério, o trio inicial buscou outro baterista. Paulo Daniel, primo de Zaldo de apenas 12 anos, vivia “batendo lata para mim”, como lembra o tecladista. Fizeram uns testes e decidiram incorporá-lo à Aratanha.

Esta formação foi responsável pelos quatro anos de trajetória do grupo, e pelo ressurgimento, agora em 2000. “Paulo era tão pequeno que a bateria o encobria, junto com o cabelo”, conta o primo.

A estréia oficial do grupo se deu em outubro de 1974, durante a Semana de Arte do Colégio Padre Abranches. Apesar da sombra da ditadura estar sempre presente, era um período especial para o que se poderia chamar de a gênese da música pop pernambucana. Laílson e Lula Côrtes haviam lançado o Satwa, um ano antes; e o grupo Ave Sangria o LP homônimo, no mesmo ano. “A gente era fã do Ave Sangria”, afirma Thales.

Seguiram-se diversos espetáculos pela capital pernambucana e, depois, por outras cidades do Nordeste. Zaldo recorda que, antes de se apresentar, a Aratanha ensaiava pelo menos uns três meses. “Cada show tinha que ter coisa nova, porque a gente tocava muito no Recife”, explica Thales.
As canções mostradas por várias escolas (São Bento, em Olinda; São Luís, no Recife, quando da inauguração da quadra de esportes) e teatros (do Parque; Valdemar de Oliveira), formaram um repertório com mais de 50 composições. Destas, apenas três contam com registro fonográfico – o compacto duplo Aratanha Azul, prensado pela Rozenblit em 1979, que traz ainda uma releitura do choro Escorregando, de Ernesto Nazareth.

“As músicas eram super-censuradas, principalmente as que tinham relação com sexo, religião e drogas”, relembra Zaldo. “Numa delas, eu apenas falava a palavra ‘Deus’ e eles (os censores) não acharam adequado ao contexto”.
*Zaldo Rocha, que além de tocar piano e órgão também cantava, revelou-se o principal compositor da Aratanha Azul. Quando da formação do grupo, ele havia chegado recentemente dos Estados Unidos – onde fizera um ano de intercâmbio – e se encontrava sob forte influência do que escutara lá fora (Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Beatles e Stones). “Eu havia parado e voltei a tocar piano. Curtia muito Rick Wakeman e o Yes também. Yes era ‘a’ banda. Mas eu curtia muito o piano de Chopin”, ressalta.

A banda que mais influenciava a Aratanha, contudo era a Rolling Stones. Não apenas no aspecto musical, mas também no que dizia respeito a performance e cenários no palco. Em alguns shows, Thales e João iniciavam com um duo de violão. O Teatro do Parque era o local preferido, “a casa do Aratanha”, como define Zaldo. “Foram os melhores shows”, lembra.

Além dos músicos da banda havia uma ‘galera’ de amigos que ajudava na produção, fazendo luz, cenário e espalhando cartazes pela cidade com um balde de grude. “No último ano (1978), a gente fez uma turnê até Salvador (passando por Maceió), com esses amigos, sem pagar nada”, conta Zaldo.
O tecladista lembra que dois componentes da equipe de apoio viajavam em uma Kombi com toda a parafernália, enquanto os músicos seguiam de ônibus regular. “Como eu era aluno do Conservatório, gostava mais de tocar com piano (um modelo ‘de armário’). A gente andava o Recife todo com ele na Kombi. Uma vez, subimos o Pelourinho (na Bahia) com um piano de (meia) cauda”.

Tamanha produção resultava, segundo Zaldo, João Maurício e Thales – que hoje vivem no Recife – em ótimo retorno por parte do público. “Em 1976, no aniversário da banda”, diz o baixista, “colocamos no Parque mais gente do que (Raimundo) Fagner, que se apresentou uma ou duas semanas depois”.
No ano seguinte, eles viriam a tocar na primeira edição do festival Vamos Abraçar o Sol, ao lado de Cães Mortos e Flor de Cactus. Em 1978, gravariam o único disco da carreira, e dariam por encerrada a trajetória da Aratanha Azul.

O (QUASE) FIM – Em janeiro de 1979, quando a gravadora Rozenblit colocara o compacto duplo da Aratanha no mercado, o grupo já não existia mais. Zaldo decidira ir estudar Música na Universidade de Campinas, onde permaneceria para cursar mestrado e doutorado em Lingüística; João Maurício, já formado pela Faculdade de Direito do Recife, seguira para a capital paulista onde faria mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo; e Paulo Daniel, pouco tempo depois, fora ao Rio de Janeiro – onde vive até hoje –, para trabalhar como músico.

Thales continuara no Recife, ministrando aulas no Conservatório. A música, contudo, permaneceu o principal elo de ligação entre os amigos. Nos anos 80, João chegou a tocar com Zaldo em alguns festivais, interpretando inclusive frevos do conterrâneo Nelson Ferreira.

E foi com a volta de Zaldo para o Recife, em 1997 – João já havia retornado para lecionar na Faculdade de Direito –, que eles começaram a amadurecer a idéia de reativar o quarteto. Pelo menos para registrarem em CD o repertório da Aratanha e (quem sabe?) fazer um show de lançamento. “Era para comemorar os 25 anos da banda”, diz Zaldo. Paulo Daniel virá exclusivamente do Rio de Janeiro para este feito. A trupe entra em estúdio em janeiro de 2001.

fonte: http://jc.uol.com.br
A historia de vicente silva Aratanha Azul Aratanha Azul 
escorregando Aratanha Azul Aratanha Azul 
Tema Aratanha Azul Aratanha Azul 
Como Os Avioes Aratanha Azul Aratanha Azul 

MusicNov 2, '06 4:05 PM
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Eles usavam batom, beijavam-se na boca em pleno palco, faziam uma música suja, com letras falando de piratas, moças mortas no cio. E eram muito esquisitos; "frangos", segundo uns, e uma ameaça às moças donzelas da cidade, conforme outros. Estes "maus elementos" faziam parte do Ave Sangria, ex-Tamarineira Village, banda que escandalizou a Recife de 1974, da mesma forma que os Rolling Stones a Londres de dez anos antes. Com efeito, ela era conhecida como os Stones do Nordeste.

"Isto era tudo parte da lenda em torno do Ave Sangria" - explica, 25 anos depois, Rafles, o ministro da informação do grupo. "O baton era mertiolate, que a gente usava para chocar. Não sei de onde surgiu esta história de beijo na boca, a única coisa diferente na turma eram os cabelos e as roupas." Rafles por volta de 68, era o "pirado" de plantão do Recife. Entre suas maluquices está a de enviar, pelo correio, um reforçado baseado, em legítimo papel Colomy, para Paul McCartney. Meses depois, ele recebeu a resposta do Beatle: uma foto autografada como agradecimento.

Foi Rafles quem propôs o nome Tamarineira Village, quando o grupo tomou uma forma definitiva, com a entrada do cantor e letrista Marco Polo. Isto aconteceu depois da I Feira Experimental de Música de Fazenda Nova. Até então, sem nome definido, Almir Oliveira, Lula Martins, Disraeli, Bira, Aparício Meu Amor (sic), Rafles, Tadeu, e Ivson Wanderley eram apenas a banda de apoio de Laílson, hoje cartunista do DP.

Marco Polo, um ex-acadêmico de Direito, foi precoce integrante da geração 45 de poetas recifenses. Com 16 anos, atreveu-se a mostrar seus poemas a Ariano Suassuna e a Cesar Leal. Foi aprovado pelos dois e lançou seu primeiro livro em 66. Em 69, iniciou-se no jornalismo, como repórter do Diário da Noite. Logo ganhou mundo. Em 70, trabalhou por algum tempo no Jornal da Tarde, em São Paulo, mas logo virou hippie, trabalhando como artesão na desbundada praça General Osório, em Ipanema. O primeiro show como Tamarineira Village foi o Fora da Paisagem, depois do festival de Fazenda Nova. Vieram mais dois outros shows, Corpo em Chamas e Concerto Marginal. A partir daí a banda amealhou um público fiel.

Ciganos

A mudança do nome aconteceu quando o grupo passou a ser convidado para apresentações em outros Estados. Os músicos cansaram-se de explicar o significado de Tamarineira Village. O Ave Angria, segundo Marco Polo, foi sugestão de uma cigana amalucada, que encontraram no interior da Paraíba: "Ela gostou de nossa música e fez um poema improvisado, referindo-se a nós como aves sangrias. Achamos legal. O sangria, pelo lado forte, sangüíneo, violento do Nordeste. O ave, pelo lado poético, símbolo da liberdade do nosso trabalho.

Na época, o som do Quinteto Violado era uma das sensações da MPB. Não tardou para as gravadoras mandarem olheiros ao Recife em busca de um novo quinteto. A RCA foi uma delas. O Ave Sangria foi sondado e recusou a proposta (a RCA contratou a Banda de Pau e Corda).

O disco viria com a indicação da banda, pelo empresário dos Novos Baianos, à Continental, a primeira gravadora a apostar no futuro do rock nacional. Antecipando a gozação por serem nordestinos, os integrantes da banda chegaram no estúdio Hawai, na Avenida Brasil, Rio, todos de peixeira na mão: "Falamos para o pessoal ter cuidado, porque a gente vinha da terra de Lampeão", relembra Almir Oliveira. Foi um dos poucos momentos de descontração da banda. Com exceção de Marco Polo, nenhum dos integrantes conhecia o Rio e jamais haviam entrado num estúdio de gravação.

De peixeira na mão

Como agravante, quem produziu o disco foi o pouco experiente Marcio Antonucci. Ex-ídolo da Jovem Guarda (formou a dupla Os Vips, com o irmão Ronaldo), Antonucci ficou perdido com o som que tinha em mãos, e o pôs a perder: "Ele não entendeu nada daquela mistura de rock e música nordestina que a gente fazia, e deixou as sessões rolarem. O diabo é que a gente também não tinha a menor experiência de estúdio", conta o guitarrista Paulo Rafael. Resultado: o disco acabou cheio de timbres acústicos. O Ave Sangria, involuntariamente, virou uma espécie de Quinteto Violado udigrudi. E adulterado não foi apenas o som. A gravadora não topou pagar pela arte da capa e colocou em seu lugar um arremedo do desenho original, assinado por Laílson.

O disco, mesmo pouco divulgado, conseguiu relativo sucesso no Sudeste, e vendeu bastante em alguns Estados do Nordeste. Uma das músicas que fizeram mais sucesso, e polêmica, foi o samba-choro Seu Waldir. "Seu Waldir o senhor/ Machucou meu coração/ Fazer isto comigo, seu Waldir/ Isto não se faz não... Eu quero ser o seu brinquedo favorito/ Seu apito/ Sua camisa de cetim..." Numa época em que a androginia tornava-se uma vertente da música pop. Lá fora com o gliter rock de David Bowie, Gary Glitter e Roxy Music com Alice Cooper, a aqui com o rebolado dos Secos & Molhados, Seu Waldir foi considerado pelos moralistas pernambucanos como uma apologia ao homossexualismo, quando não passava de uma brincadeira do irreverente do Ave Sangria.

Seu Waldir por pouco não vira mito. Uns diziam que era um senhor que morava em Olinda, pelo qual o vocalista do Ave Sangria apaixonara-se. Outros, que se tratava de um jornalista homônimo. Enfim, acreditava-se que o tal Waldir era um personagem de carne e osso. Marco Polo esclarece a história do personagem "Eu fiz Seu Waldir, no Rio, antes de entrar na banda. Ela foi encomendada por Marília Pera para a trilha da peça A Vida Escrachada de Baby Stomponato, de Bráulio Pedroso, que acabou não aproveitando a música".

O Departamento de Censura da Polícia Federal não levou fé nesta versão. Proibiu o LP e determinou seu recolhimento em todo território nacional. A proibição incitada, segundo os integrantes do Ave Sangria, pelo hoje colunista social do Diário de Pernambuco, João Alberto: "Ele tocava a música no programa de TV que ele apresentava e comentava que achava um absurdo, que uma música com uma letra daquelas não poderia tocar livremente nas rádios", denuncia Rafles. Almir Oliveira diz que lembra dos comentários do jornalista na televisão: "Mas não atribuo diretamente a ele. Se não fosse ele, teria sido outra pessoa, a música era mesmo forte para a época", ameniza. A proibição, segundo comentários da época, deveu-se a um general, incentivado pela indignação da esposa, que não simpatizou com a declaração de amor a seu Waldir.

O disco foi relançado sem a faixa maldita, mas aí o interesse da mídia pelo grupo já havia passado. A Globo, por exemplo, desistiu de veicular o clipe feito para o Fantástico, com a música Geórgia A Carniceira. O grupo perdeu o pique: "A gente era um bando de caras pobres, alguns já com filhos, a grana sempre curta. No aperto, chegamos até a gravar vinhetas para a TV Jornal (uma delas para o programa Jorge Chau)", relembra Marco Polo.

Em dezembro de 1974, o Ave Sangria parecia querer alçar vôo novamente. O grupo fez uma das suas melhores apresentações, com o show Perfumes & Baratchos. O público que foi ao Santa Isabel não sabia, mas teve o privilégio de assistir ao canto de cisne da Ave Sangria. Foi o último show e o fim da banda.

fonte: www.senhorf.com.br
Dois_Navegantes Ave Sangria Ave Sangria 
La_Fora Ave Sangria Ave Sangria 
Tres_Margaridas Ave Sangria Ave Sangria 
O_Pirata Ave Sangria Ave Sangria 
Momento_Na_Praca Ave Sangria Ave Sangria 
Cidade_grande Ave Sangria Ave Sangria 
Seu_Waldir Ave Sangria Ave Sangria 
Hei!_Man Ave Sangria Ave Sangria 
Por_Que Ave Sangria Ave Sangria 
Corpo_Em_Chamas Ave Sangria Ave Sangria 
Georgia,_A_Carniceira_ Ave Sangria Ave Sangria 
Sob_o_Sol_de_Sata Ave Sangria Ave Sangria 

MusicNov 2, '06 3:09 PM
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Nos dias 28 e 29 de dezembro de 1974, a hoje cult e lendária Ave Sangria fazia no vetusto Teatro Santa Isabel o show Perfumes Y Baratchos. Foi uma curta temporada de apenas duas concorridas apresentações(com tanta gente no lado de fora, que na metade de cada show, o vocalista Marco Polo mandava que os portões fossem abertos). Foi a mais bem sucedida apresentação da curta carreira da Ave Sangria. No entanto, aquele seria o canto de cisne do grupo, que se dissolveria logo depois.

De prestígio em alta em Pernambuco e no Sudeste, onde algumas das faixas do único álbum que lançaram tocavam bem no rádio, Marco Polo, Almir de Oliveira, Agrício Noya (o Juliano), Ivson Wanderley (Ivinho), Israel Semente Proibida, e Paulo Rafael davam a volta por cima depois do baque sofrido com a censura e apreensão do primeiro e único LP, por causa da faixa Seu Valdir (o disco foi relançado sem esta música): “A gente estava no maior pique, mas manter uma banda de rock no Brasil na época era muito complicado. Lembro que levei o disco para a Rádio Tamandaré, na época a mais refinada da cidade e a moça que me atendeu, o nome era Norma, deve ter achado a música muito estranha, e não tocou. Além do mais, a Ave Sangria só vivia entrando em rolo. Como eu ainda era menor, faziam as coisa no meu nome. O Santa Isabel, por exemplo, foi alugado assim. Fui eu que fui numa tal Censura Estética da Polícia Federal liberar os cartazes do show", recorda o guitarrista e produtor Paulo Rafael, hoje morando no Rio. Geneton Moraes Neto, atualmente diretor de redação do Fantástico, em 1974, cobria a cena músical pernambucana daquela década e assinava a coluna Ensaio Geral, no Diario de Pernambuco. Ele lembra de um dessas confusões com os Rolling Stones do Nordeste, como a Ave Sangria era também conhecida, tanto pela música quanto pelos rolos que protagonizava: “Eles eram muito invocados. Uma vez um dos integrantes teve algum problema com a polícia, e os caras foram na redação para pedir que o jornal não publicasse a notícia. Fiz entrevistas com eles, dei muitas notas, mas não vi esse último show”, testemunha.

Lailson, o cartunista do DP, fez a direção musical de Perfumes Y Baratchos , e também o responsável pela arte do cartaz (restaurando a ave do logotipo do grupo, semelhante a um carcará, que foi refeita de forma grosseira, no Rio, para a capa do disco Ave Sangria, saído pela Continental). Para ele, aquela foi uma morte de certa forma anunciada: “Lembro que pouco antes do show, Marco Pólo chegou a comentar comigo que pretendia partir para carreira solo”.
Lailson recorda que sentia um certo clima de rivalidade entre Almir e Marco Pólo, enquanto Israel era uma estrela à parte. “Acho que o afastamento de Rafles, espécie de relações pública deles, contribuiu para o fim”, conclui. Paulo Rafael destaca a participação de Ivinho: “Ele era meio militar, levava tudo muito a sério. Quando a gente entrou no palco, havia um bocado de castiçais, da decoração bolada por Kátia Mesel. Ivinho, quando viu aquilo reclamou, ‘Tá parecendo coisa de macumba’”. Além das velas tinha ao fundo um castelo:” Pegamos de um cenário do teatro, acho que de alguma ópera”. Marco Polo, atualmente na Continente Multicultural, numa entrevista ao crítico Héber Fonseca (no JC), dois dias antes do show, não parecia pensar em carreira solo: “Não é ainda o trabalho da Ave Sangria. Há apenas um esboço, uma insinuação, é dela que vamos partir para outros caminhos”. O produtor Zé da Flauta, então no Ala D’Eli, efêmera banda de Robertinho do Recife, tocou flauta e sax no Perfume Y Baratchos. Ele também não imaginava que aquele seria o início do fim da banda: “Pensava que dali eles iniciariam uma nova fase”.

O certo é que Ave Sangria fez duas apresentações tecnicamente impecáveis: “O show começa com um tema meu, A grande lua, meio Pink Floyd. Os amplificadores Milkway, de Maristone (dono do melhor som de palco do Recife nos anos 70), se a gente mexesse uns botõezinhos faziam a guitarra soar feito um sintetizador”, conta Paulo Rafael. “Nesses dois shows fizemos várias músicas inéditas”, completa Marco Polo.

Há unanimidade entre Zé da Flauta, Paulo Rafael ou Marco Polo (Agrício Noya, Ivinho e Almir de Oliveira não foram localizados para esta matéria. Israel Semente já faleceu) sobre o catalisador da dissolução da Ave Sangria: “No início de janeiro, Alceu, que namorava a banda há muito tempo, fez o convite para os músicos tocarem com ele no festival Abertura da TV Globo. Eu ainda fiz alguns shows no Rio, aqui, com Israel, mas já estava casado, com filho, decidi voltar ao jornalismo”, conta Marco Polo. O guitarrista Paulo Rafael completa: “Não teve assim um ‘vamos acabar’. Depois do Abertura a gente se questionou. Eu queria sair de casa, uns já estavam casados, economicamente não havia no momento outra coisa a fazer. Continuamos tocando com Alceu”.

O Ave Sangria voltaria a reunir-se mais uma vez, para gravar um clipe para o Fantástico, de Geórgia Carniceira. Almir de Oliveira (que não foi tocar com Alceu Valença) revelou que o clipe foi um equívoco da produção da Globo: “Queriam era a banda de Alceu, mas acabaram chamando a Ave Sangria”. O clipe, gravado num estúdio em Botafogo, nunca foi ao ar. Permanece até hoje nos arquivos da emissora carioca.
fonte: http://jc.uol.com.br
a grande lua perfumes & baratchos ave sangria 
janeiro em caruaru perfumes & baratchos ave sangria 
vento vem (boi ruache) perfumes & baratchos ave sangria 
dia-a-dia perfumes & baratchos ave sangria 
ge鏎gia, a carniceira perfumes & baratchos ave sangria 
sob o sol de sat� perfumes & baratchos ave sangria 
instrumental perfumes & baratchos ave sangria 
por que perfumes & baratchos ave sangria 
hei! man perfumes & baratchos ave sangria 
o pirata perfumes & baratchos ave sangria 
l� fora perfumes & baratchos ave sangria 

MusicNov 2, '06 10:18 AM
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Canto Funebre Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
O Tempo Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Noite Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Desespero Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Can鈬o De Outona Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Do Amigo Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Brilhante Estrela Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Como Os Bois Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Palavras Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Balalaica Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Olhos Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Romance Da Lua Lua Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 
Asas Flaviola E O Bando Do Sol Flaviola E O Bando Do Sol 

MusicNov 1, '06 2:50 PM
for everyone
desengano o gosto novo da vida lula c皾tes 
dos inimigos o gosto novo da vida lula c皾tes 
lua viva o gosto novo da vida lula c皾tes 
s緌 v嫫ias as trilhas o gosto novo da vida lula c皾tes 
patativa o gosto novo da vida lula c皾tes 
can鈬o da chegada o gosto novo da vida lula c皾tes 
quadrilha at獽ica o gosto novo da vida lula c皾tes 
brilhos e mist廨ios o gosto novo da vida lula c皾tes 
gira a cabe蓷 o gosto novo da vida lula c皾tes 
o morcego o gosto novo da vida lula c皾tes 

MusicNov 1, '06 2:10 PM
for everyone
Lua viva rosa de sangue lula c皾tes 
Balada da calma rosa de sangue lula c皾tes 
Casaco de pedras rosa de sangue lula c皾tes 
Nordeste Oriental rosa de sangue lula c皾tes 
Bahjan - Ora鈬o para Shiva rosa de sangue lula c皾tes 
S緌 tantas as trilhas rosa de sangue lula c皾tes 
Noite preta rosa de sangue lula c皾tes 
Dos inimigos rosa de sangue lula c皾tes 
A pisada � essa rosa de sangue lula c皾tes 
Rosa de sangue rosa de sangue lula c皾tes 

Balada Para Quem Nunca Morre Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Orvalho na Paisagem Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Shotsy Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Valeu a Pena Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Forro Pro Mundo Inteiro Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Eu Tentei Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Maracatu Pesado Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Inverno l e ll Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 
Tema Para Christina Bom Shankar Bolenajh Lula Cortes e Jarbas Mariz 

MusicNov 1, '06 11:57 AM
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O raro ‘Paêbirú’ com Zé Ramalho é clássico, mas ‘Satwa’, desta vez com Lailson, é outra obra-prima do pernambucano Lula Côrtes, que não merece a obscuridade a que foi submetida por três décadas.
Gravado em 1973, o disco traz a dupla tomada por uma lisergia pós-Woodstock, capaz de assustar incautos ouvintes em pleno 2001. Músicas como ‘Alegro Piradissimo’, ‘Valsa dos Cogumelos’ ou ‘Blue do Cachorro Muito Louco’ não deixa dúvidas sobre o conteúdo do vinil tosco, mas com ótimo som.

Instrumental, com pequenas incursões vocais, o disco traz dez canções "produtos mágicos das mentes e dedos de Lailson e Lula", como diz na contra-capa do álbum, produzido pela dupla, mais Kátia. Além dos de Lula e Lailson, Robertinho de Recife também faz uma ponta no disco, tocando ‘lead guitar’ em 'Blue do Cachorro Muito Louco’, um blues lento e viajandão.

O som predominante do disco, no entanto, é um folk nordestino/oriental, resultado da mistura da cítara popular tocada por Lula, e da viola de 12 cordas de Lailson. Algo como uma sucessão de ragas ou mantras, interpretadas por Cego Aderaldo movido a incenso, cogumelos e outros "expansores da musculatura mental", como diz Arnaldo Baptista.

Fruto da cena nordestina pós-tropicalismo e/ou psicodélica, ‘Satwa’ foi "curtido" nos Estúdios da Rozenblit, em Recife, entre os dias 20 e 31 de janeiro de 1973. Participam do disco, ainda Paulinho Klein, que divide com Lula as "curtições fotográficas" e o engenheiro de som Hercílio Bastos (dos Milagres).

Com tiragem limitada e distribuição basicamente regional, o disco desapareceu tão logo surgiu, permanecendo como uma lenda para o restante do país. Sem reedição em vinil, e inédito em cd, ‘Satwa’ ainda não entrou para o catálogo informal de cdrs que, mal ou bem, democratiza o acesso à história musical do país.

fonte: www.senhorf.com.br
satwa satwa lula c皾tes & la璱son 
can i be satwa satwa lula c皾tes & la璱son 
alegro pirad疄simo satwa lula c皾tes & la璱son 
lia a rainha da noite satwa lula c皾tes & la璱son 
apacidonata satwa lula c皾tes & la璱son 
amigo satwa lula c皾tes & la璱son 
atom satwa lula c皾tes & la璱son 
blue do cachorro muito louco satwa lula c皾tes & la璱son 
valsa dos cogumelos satwa lula c皾tes & la璱son 
alegria do povo satwa lula c皾tes & la璱son 

MusicOct 31, '06 8:45 PM
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Em 1973, o paraibano Zé Ramalho estava cansado de animar bailes em bandas de iê-iê-iê de João Pessoa e Campina Grande. O pintor Raul Córdula lhe avisou que no Recife havia um pessoal diferente, conhecido pela alcunha de udigrudi pernambucano. Foi pra lá.

O guru era Lula Côrtes, um hiperativo que dividia seu tempo entre o desenho e o seu inseparável (e legendário) tricórdio. Este disco não foi a estréia de Zé. Ele havia entrado no estúdio em 1973 para participar de uma maluquice coletiva chamada Marconi Notaro no Sub Reino dos Metazoários. Lula Côrtes se firmara como líder da turma durante a I Feira Experimental de Música do Nordeste (11/11/1972), também conhecida como Woodstock cabra da peste. “O ácido era distribuído ao público, cerca de duas mil pessoas, dissolvido num balde com K-suco”, testemunhou depois Marco Polo, futuro membro da Tamarineira Village, numa entrevista ao jornalista pernambucano José Telles (autor de Do Frevo ao Manguebeat, Editora 34).

No início de 1974 Zé foi apresentado a Lula, que vivia com a namorada Kátia Mesel no então distante subúrbio de Casa Forte (que virou bairro nobre do Recife). Lula lhe falou da Pedra do Ingá e da idéia de fazer um disco inspirado no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte. O disco foi feito em 1975 no estúdio da Rozenblit (empresa fundamental para a história da música pernambucana) e lançado imediatamente. Mas na terrível enchente de julho daquele ano no Recife, as águas do Capibaribe invadiram a fábrica e destruíram praticamente toda a prensagem do disco, com a exceção de 300 cópias que haviam sido levadas para a casa de Lula e Kátia. Dessas 300 cópias nasceu o mito, que é tão incrível que há gente que não acredita.

fonte: http://www.idelberavelar.com
Trilha de Sum� - Culto � Terra - Bailado das Muscarias Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Harpa dos Ares Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
N緌 Existe Molhado Igual ao Pranto Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
OMM Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Raga dos Raios Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Nas Paredes da Pedra Encantada, Os Segredos Talhados por Sum� Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Mar塶as de Fogo Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Louva��o a Iemanj� - Regato da Montanha Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Beira Mar Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Pedra Templo Animal Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 
Sum� Paebiru Lula Cortes E Ze Ramalho 

O LP 'No Sub Reino dos Metazoários', de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson - 'Paebirú' e 'Satwa', clássicos da psicodelia nacional.

Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba 'Desmantelado' (composto por Notari em 1968, "nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, 'Ah Vida Ávida', com 'Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá', mais Lula na 'cítara popular' e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho 'Fidelidade' (... "permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã" ...).

O momento mais radical disco álbum é a quinta faixa, 'Made in PB', parceria de Notaro com Zé Ramalho, um rockaço clássico, destacando a guitarra distorcida de Robertinho de Recife e efeitos de eco. As músicas 'Antropológicas 1' e 'Antropológica 2', como a maioria das outras canções, são improvisos de estúdio, reunindo os músicos já citados, com ótimo resultado sonoro e poético.

Com produção do pessoal do grupo multimídia de Lula Côrtes e sua mulher Kátia Mesel, o disco foi gravado nos estúdio da TV Universitária de Recife e da gravadora Rozenblit, também na capital pernambucana. A capa é um desenho de Lula Côrtes, tão chapado esteticamente quanto o som que o tosco papelão embalava, com uma foto de Marconi Notaro no centro, com o rosto dividido entre a capa frontal e a contracapa.

O álbum, infelizmente, como a maioria do catálogo da Rozenblit permanece inédito, esperando uma cuidada reedição oficial. O LP original é praticamente impossível de ser encontrado, mas uma ótima cópia em CDr já circula no universo de colecionadores.
fonte: http://www.senhorf.com.br
Desmantelado No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Ah Vida 臀ida No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Fidelidade No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Maracatu No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Made In Pb No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Antropol鏬ica No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Antropol鏬ica Ii No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Sinfonia Em R� No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
N緌 Tenho Imagina誽o Pra Mudar De Mulher No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 
Ode A Satwa No Sub Reino Dos Metazo嫫ios Marconi Notaro 

MusicOct 31, '06 4:47 PM
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Dois dos mais talentosos músicos da música brasileira, o guitarrista Paulo Rafael e o pifeiro e flautista Zé da Flauta são responsáveis pela sonoridade dos melhores discos de Alceu Valença. Começaram tocando com outros músicos da "mesma turma" como Don Tronxo, Agrício Noia, Zé Ramalho, Lula Côrtes, Robertinho do Recife, Marconi Notaro Flaviola e outros.

O resultado dessas sessões ficou espalhada nos discos gravados pelo selo Mocambo-Rozenblit na primeira metade do anops 70 como "No sub-reino dos Metazoários"de Marconi Notaro, "Flaviola e Bando do Sol", de Flaviola e Paêbirú, obra-prima cometida por Zé Ramalho e Lula Côrtes entre 74 e 75.

Paulo Rafael iniciou sua carreira no Recife com a banda Phetus, indo logo depois para o Ave Sangria onde toca com Marco Polo(vocais) Ivinho (guitarra solo e violão) Almir (baixo), Israel Semente Proibida (bateria) e Juliano (percussão). Um dos grandes estilistas da guitarra no país, seu timbre (e também sua aparência física lembra) lembra Brian May, do Queen além de serem detectadas influências de Robert Fripp e Jeff Beck. O jazz abaiãozado da sua guitarra pode ser encontrado em CD na trilha sonora do filme "O Baile Perfumado" e em seu album solo "Paulo Rafael ", de 1988 .

Zé da Flauta, como garantem seus colegas do Quinteto Violado é "pifeiro nato, único ofício. Definitavemte músico". No final dos anos 80 torna-se também produtor, dando força a figuras como o forrozeiro Jacinto Silva, Toinho das Alagoas Heleno dos Oito Baixos e outros.

Lança com Paulo Rafael, o LP "Caruá", em 1980, contando com a participação de Lenine, Lula Côrtes, e de Luciano Pimentel (baterista do Quinteto Violado). O LP é composto em sua maioria de temas instrumentais, onde os climas sonoros propiciados pelos dois parceiros são um must para apreciadores da música instrumental.

O lado buliçoso do disco fica por conta do forró "Zé Piaba", de Zé da Flauta, onde se destaca a interpretação inspirada de Lenine e a bateria inconfundível de Luciano Pimentel - vide as suas inconfundíveis "quebradas" no aro da bateria.

fonte: http://www.facom.ufba.br
sai uma mista caru� paulo rafael & z� da flauta 
rebimbela da parafuseta caru� paulo rafael & z� da flauta 
bai緌 da barca caru� paulo rafael & z� da flauta 
ponto de partida caru� paulo rafael & z� da flauta 
tema da batalha caru� paulo rafael & z� da flauta 
fora de 鏎bita caru� paulo rafael & z� da flauta 
entardercer caru� paulo rafael & z� da flauta 
z� piaba caru� paulo rafael & z� da flauta 
gota serena caru� paulo rafael & z� da flauta